Falecido tragicamente, jogador do Sport virou documentário

O pernambucano e revelado pelo Sport, Cléber Santanaque faleceu em 2016 no trágico acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, tem sua trajetória destacada em um documentário produzido pelos canais ESPN. Intitulado “Cléber Santana, a Estrela Solitária”, o documentário estreou em dezembro de 2022 na ESPN Brasil, e já está disponível para os assinantes do streaming Star Plus.

O roteiro e a reportagem são de responsabilidade de Marcelo Gomes, enquanto a narração fica a cargo de Paulo Soares. William Tavares, repórter de Esportes da Folha de Pernambuco, é um dos entrevistados no projeto, que conta também com a participação do jornalista Francisco José, do narrador Aroldo Costa e do comentarista Ralph de Carvalho, ambos da Rádio Jornal.

Revelado pelo Sport, Cléber Santana foi transferido para o Vitória/BA em 2004, em uma negociação no valor de R$ 1,5 milhão. Sua carreira o levou ao Kashiwa Reysol, no Japão, antes de seguir para o Santos e à Espanha, onde vestiu as camisas de Atlético de Madrid e Mallorca ao longo de três anos. No retorno ao Brasil, teve passagens por São Paulo, Flamengo, Athletico, Avaí, Criciúma e, finalmente, pela Chapecoense.

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A tragédia

O trágico desfecho de sua carreira ocorreu quando estava prestes a disputar a final da Copa Sul-Americana pela Chapecoense, enfrentando o Atlético de Nacional, da Colômbia. Em 28 de novembro de 2016, o avião da La Mia, companhia boliviana, caiu nas proximidades do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín, devido a uma pane seca (falta de combustível).

No total, 71 pessoas perderam a vida, incluindo Cléber Santana e outro pernambucano, o jogador Kempes. Deixou dois filhos, Clebinho, de 20 anos, e Aroldo, de 17. O primogênito chegou a assinar contrato profissional com o Sapucaiense, clube da terceira divisão gaúcha, mas optou por interromper a carreira. Já o caçula segue os passos do pai, atuando nas divisões de base do Retrô.

A passagem mais marcante foi sua vinculação ao Atlético de Madrid celebrando um contrato de três anos avaliado em seis milhões de euros. Apesar de não ter protagonizado uma partida memorável, sua contribuição foi notável ao participar de 23 jogos na temporada, conduzindo a equipe à UEFA Champions League após uma ausência de 12 anos na competição.