Até os pernambucanos querem o Sport sem torcida no estádio

A Polícia Militar de Pernambuco enviou um documento ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), revelando o plano de segurança para o confronto entre Sport e Ceará, inicialmente programado para 10 de abril, nas quartas de final da Copa do Nordeste.

O órgão indicou a possibilidade de mobilizar 625 profissionais para o evento, mas chamou atenção para um trecho específico do texto. A PM sugeriu que, para garantir “absoluta segurança” durante o jogo, seria recomendável que o confronto acontecesse sem a presença de público, com os portões fechados.

Assinado pelo Comandante Geral da Polícia Militar de Pernambuco, Ivanildo César Torres de Medeiros, o documento ressaltou que:
“Todas as atividades relacionadas à segurança pública consideram variáveis que vão desde a estrutura do futebol e de suas organizações até especificidades e particularidades da gestão de risco aplicada ao contexto genérico da atividade do futebol e do ambiente em que a atividade ocorre, além das partes interessadas, dos objetivos que a organização persegue, revelando e avaliando sua natureza e complexidade”.

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Procedencias e posicionamento do Ceará

Além disso, o documento destacou que a “absoluta segurança” se refere a um “cenário de completa ausência de ameaças de risco, descaracterizando totalmente o ambiente onde o futebol se desenvolve”. Isso porque diversos fatores, como presença de público, histórico de ocorrências, mobilidade e fluxo de pessoas, dificultam garantir essa segurança total.

Diante disso, para mitigar os riscos, a ausência de público foi recomendada, visando uma redução drástica de possíveis danos.

O Ceará apoiou o pedido da Procuradoria do STJD para retirar o mando de campo do Sport para o confronto, posição também adotada pela Federação Cearense de Futebol (FCF). Enquanto isso, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, expressou-se contra essa decisão.

O posicionamento do Ceará e da FCF foi motivado pelo recente episódio de violência sofrido pela delegação do Fortaleza após uma partida contra o Sport, também na Arena de Pernambuco, pela Copa do Nordeste.